Google e Mozilla lançaram novas atualizações de segurança para seus navegadores nesta semana. Somados, os pacotes corrigem 115 vulnerabilidades: 42 no Chrome e 73 no Firefox.
Os números representam dois conjuntos independentes de falhas. Isso significa que uma mesma instalação não recebe 115 correções de uma só vez: usuários do Chrome precisam atualizar o navegador do Google, enquanto quem utiliza Firefox deve instalar a versão publicada pela Mozilla.
Nenhuma das duas empresas informou que as vulnerabilidades estejam sendo exploradas em ataques. Ainda assim, a atualização é recomendada porque detalhes adicionais podem se tornar públicos depois que uma parcela maior dos usuários estiver protegida.
Chrome recebe correções para três falhas críticas
O Google começou a distribuir o Chrome 153.0.8010.47 e 153.0.8010.48 para Windows e macOS. No Linux, a versão atualizada é a 153.0.8010.47.
A liberação ocorre gradualmente, mas o usuário pode procurar o pacote abrindo o menu do navegador, acessando “Ajuda” e escolhendo “Sobre o Google Chrome”. O programa precisa ser reiniciado para substituir completamente a versão anterior.
Das 42 correções incluídas, três foram classificadas como críticas e 28 receberam gravidade alta. As vulnerabilidades críticas são a CVE-2026-91726, relacionada a uma leitura fora dos limites no WebGL, e as CVE-2026-91721 e CVE-2026-91749, que envolvem acesso a áreas de memória depois que elas já deveriam ter sido liberadas.
Falhas desse tipo podem causar travamentos, revelar dados ou, nas condições adequadas, permitir a execução de código. A consequência efetiva depende do componente afetado, das proteções presentes no sistema operacional e da maneira como uma página maliciosa tenta acionar o problema.
O pacote também trata condições de corrida, confusão de tipos, estouro de números inteiros, recursos não inicializados e problemas de autorização. O Google mantém temporariamente parte dos detalhes técnicos sob restrição para reduzir a possibilidade de ataques enquanto a atualização é distribuída.
Usuários da versão Extended Stable receberam separadamente o Chrome 152.0.7977.130. Edições do Chrome baseadas no mesmo projeto Chromium, como Microsoft Edge, Opera, Brave e Vivaldi, seguem calendários próprios e precisam incorporar as correções em seus respectivos pacotes.
Firefox 156 trata 73 vulnerabilidades
A Mozilla publicou o Firefox 156 com correções para 73 falhas. Desse total, 29 foram consideradas de gravidade alta.
Os problemas incluem escalada de privilégios, uso de memória depois de sua liberação, falhas no isolamento entre sites e maneiras de escapar das áreas protegidas usadas para limitar o alcance de conteúdo malicioso. Componentes como WebGL, extensões, service workers, processamento de SVG e rede aparecem no boletim.
Uma das vulnerabilidades afeta especificamente o Firefox para Android. Outras dependem do Windows ou de determinado componente, de modo que nem todas representam risco para todas as instalações do navegador.
A quantidade elevada de CVEs também resulta de uma mudança na documentação da Mozilla. Anteriormente, a organização reunia diferentes problemas internos de segurança de memória sob um único identificador. Agora, cada falha passa a receber seu próprio registro, o que aumenta a contagem sem significar necessariamente que esta versão seja excepcionalmente mais vulnerável que as anteriores.
Empresas e organizações que utilizam edições de suporte prolongado precisam observar seus próprios pacotes. A Mozilla também distribuiu Firefox ESR 153.3, 140.16 e 115.41, além de correções correspondentes para Thunderbird 156 e suas versões ESR.
No Firefox, a verificação pode ser iniciada pelo menu de ajuda, na opção “Sobre o Firefox”. O navegador baixa o pacote disponível e solicita uma reinicialização quando a instalação está pronta.
Reiniciar o navegador conclui a proteção
Chrome e Firefox normalmente baixam atualizações automaticamente. Manter o programa aberto durante muitos dias, porém, pode adiar a conclusão da instalação, porque os novos arquivos somente passam a ser utilizados depois da reinicialização.
A recomendação prática é verificar a versão, salvar trabalhos abertos e reiniciar o navegador. Empresas devem conferir também computadores que permanecem ligados continuamente, máquinas virtuais e instalações gerenciadas por políticas que podem atrasar atualizações automáticas.
Fontes e referências
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Google publica a atualização estável do Chrome 153 Comunicado oficial utilizado para confirmar as versões destinadas a Windows, macOS e Linux, a quantidade de correções e a distribuição gradual. chromereleases.googleblog.com Acessar fonte ↗
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Mozilla detalha as vulnerabilidades corrigidas no Firefox 156 Boletim oficial que identifica as falhas, suas classificações e a nova política de publicar um CVE para cada problema interno. mozilla.org Acessar fonte ↗




